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Botos de Laguna correm risco de extinção | Rota Santa Catarina



Botos de Laguna correm risco de extinção

Publicado por Edson Ribeiro em: 17/11/2017 | Categoria: Notícias

botos de laguna

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Os botos de Laguna, que ganharam fama internacional por ajudarem pescadores artesanais a localizar os cardumes de peixes, e que deram à cidade o título de Capital Nacional do Boto Pescador, correm risco de extinção. Este ano, cinco animais foram encontrados mortos e o principal motivo é emalhe em redes ilegais de pesca. Eles ficam presos nos equipamentos ilícitos, principalmente na saída do rio. Ao ficarem presos, não conseguem subir até a superfície para respirar e morrem por afogamento. Órgãos ambientais, pesquisadores e poder público buscam maneiras de fortalecer a fiscalização.



Pesquisadores da Udesc que monitoram a espécie tursiops truncatus no complexo lagunar afirmam que, hoje, existem entre 48 e 50 animais na região. O índice de mortes em 2017, assim como no ano passado, chegou à taxa de 10% e acendeu o alerta. Se nada for feito, a população de botos pode ser dizimada em 10 anos, o que traria perdas não somente para o meio ambiente, mas para quem depende da pesca com o boto para sobreviver.

 

 

– A espécie existe em outros lugares do Brasil e do mundo, então não vai se extinguir. Mas a atividade da população de Laguna e as espécies concentradas na cidade podem acabar – alerta o professor de Engenharia de Pesca e Biologia Marinha, Pedro Volkmer de Castilho.

 

 

Falta trabalho em conjunto

 

 

A Polícia Ambiental da Laguna, responsável pelas ações de fiscalização da colocação de redes, diz não ter condições de fazer um trabalho ostensivo por falta de efetivo. Assim, a fiscalização é feita por meio de denúncias, segundo o sargento Robson Vieira. Ele aguarda o reforço no número de policiais, prometido para o final do ano. Atualmente, quatro profissionais especialistas em fiscalização de pesca percorrem toda a área de abrangência, que vai da região de Imaruí até a cidade de Jaguaruna.



– Alguns pescadores não respeitam a legislação e colocam a rede atravessada de margem a margem do rio, fazendo com que não haja oportunidade de fuga para o animal – explica o sargento.Pelo menos cinco órgãos estaduais e federais poderiam ter trabalhos mais efetivos em relação à preservação do boto. Laguna ainda não tem planejamento para proteger a espécie. A Fundação Lagunense de Meio Ambiente reconhece a falha, mas diz que vai trabalhar para unir todos os órgãos e traçar um plano de ação.

 

 

O Ibama em SC diz que não tem ações para o problema, mas reforça que fiscaliza a pesca ao longo do ano em todo o litoral. A Fundação de Meio Ambiente (Fatma) do Estado afirma não ter responsabilidade, mas participa do Programa de Monitoramento da Bacia de Santos. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), diz que realiza monitoramento em todo o território da APA da Baleia Franca, que vai do Sul da ilha de Florianópolis até o Balneário Rincão.

 

Matéria original: www.dc.clicrbs.com.br

 

 

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